{"id":1822,"date":"2025-06-29T18:43:59","date_gmt":"2025-06-29T18:43:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/?page_id=1822"},"modified":"2025-11-14T21:31:04","modified_gmt":"2025-11-14T21:31:04","slug":"playlists","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/playlists\/","title":{"rendered":"playlists"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a id=\"A0\"><\/a><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1828 size-full\" src=\"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/playlists_image.png\" alt=\"\" width=\"1456\" height=\"816\" srcset=\"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/playlists_image.png 1456w, https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/playlists_image-300x168.png 300w, https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/playlists_image-1024x574.png 1024w, https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/playlists_image-768x430.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/p>\n<hr>\n<p><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><a id=\"A1\"><\/a>Playlist 1 &#8211; Hist\u00f3rias Improv\u00e1veis no Mundo da M\u00fasica<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"> | g<\/span><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">uia comentado de audi\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Almeida<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">Autor:<\/span><\/strong> <span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">Johann Sebastian Bach (1685-1750) | compositor alem\u00e3o nascido em Eisenach a 31 de mar\u00e7o de&nbsp; &nbsp;1685 e falecido em Leipzig a 28 de julho de 1750.<br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">M\u00fasica selecionada:<\/span><\/strong><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"> &#8220;<em>La Badinerie<\/em>&#8221; da Su\u00edte Orquestral N.\u00ba 2 para flauta e cordas, BWV 1067<span style=\"font-size: 8pt;\"> [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=x_nairjYZtw&amp;list=RDx_nairjYZtw&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<\/span><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: 8pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Johann Sebastian Bach era um homem pr\u00e1tico. No seu tempo, era mais conhecido como organista do que como compositor. Para ele a m\u00fasica era uma arte que requeria sobretudo treino e n\u00e3o tanto inspira\u00e7\u00e3o. Boa parte das suas obras foi concebida como um exerc\u00edcio orientado por uma l\u00f3gica clara: ser\u00e1 poss\u00edvel inverter um acorde e regressar a ele? E se tocarmos esta melodia de tr\u00e1s para a frente? E se dividirmos a harmonia por v\u00e1rios naipes? Esse jogo com os ingredientes da m\u00fasica sobressai nomeadamente nas suas quatro su\u00edtes orquestrais, m\u00fasica concebida para dan\u00e7ar ao estilo da \u00e9poca. Se hoje escrev\u00eassemos uma su\u00edte, nela incluir\u00edamos, por exemplo, hip hop, swing ou funan\u00e1. As dan\u00e7as, na era de Bach, sob a influ\u00eancia do estilo barroco franc\u00eas, inclu\u00edam rond\u00f3s, minuetes e\u2026 badineries, uma express\u00e3o francesa que significa \u201cdan\u00e7a curta e animada\u201d ou \u201cbagatela divertida\u201d. A badinerie da 2\u00aa su\u00edte ficou famosa por exigir bastante destreza do flautista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) | compositor austr\u00edaco nascido em Salzburgo a 27 de janeiro de 1756 e falecido em Viena a 5 de dezembro de 1791.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Pequena Serenata Noturna<\/em>&#8221; K525&nbsp;[<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wVSPUZR5NxE&amp;list=RDwVSPUZR5NxE&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Mozart foi um dos primeiros meninos prod\u00edgio da hist\u00f3ria da m\u00fasica. Tendo o pai como professor de m\u00fasica, Mozart escreveu aos 5 anos a primeira pe\u00e7a para cravo, aos 8 a primeira sinfonia, aos 12 a primeira missa, e aos 14 concluiu a primeira \u00f3pera. Tinha pois o h\u00e1bito de conceber obras em tempo record, sempre por impulso e com muito poucas emendas. Assim se explica que, em 30 anos, tenha composto nomeadamente 22 \u00f3peras, 41 sinfonias e 75 sonatas para v\u00e1rios instrumentos. Para al\u00e9m da sua energia, Mozart tinha tamb\u00e9m um car\u00e1ter divertido e atrevido, n\u00e3o se coibindo de contar anedotas ou de fazer coment\u00e1rios ir\u00f3nicos mesmo diante de figuras importantes do clero e da realeza austr\u00edacas. Algumas das suas obras s\u00f3 ficaram conhecidas bem depois da sua morte. \u00c9 o caso da Pequena Serenata Noturna, uma p\u00e9rola musical recheada de belas e sorridentes melodias, t\u00e3o sedutoras que explicam o facto de este ser o mais famoso peda\u00e7o musical de todo o legado de Mozart.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> George Bizet (1838-1875) | compositor franc\u00eas, especialista em \u00f3peras, nascido em Paris a 25 de outubro de 1838 e falecido em Bougival a 3 de junho de 1875.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Carmen<\/em>&#8221; \u00e9 uma \u00f3pera em quatro atos que estreou em 1875, no \u00d3pera-Comique de Paris [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ddYhQoFxs4Y&amp;list=RDddYhQoFxs4Y&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Georges Bizet, filho de um barbeiro, sofreu bastante por n\u00e3o ter sido reconhecido como compositor durante a sua vida. O percurso pessoal tamb\u00e9m n\u00e3o ajudou. O casamento foi seriamente afetado por uma crise depressiva da mulher ap\u00f3s rumores de um caso amoroso entre o marido e uma cantora. O casal separou-se e para Bizet restava apenas a m\u00fasica. Aos 36 anos estreou Carmen, a sua derradeira \u00f3pera. Os coment\u00e1rios da cr\u00edtica foram impiedosos. O enredo foi considerado imoral porque a personagem principal, a cigana Carmen, reclama o direito de trocar de amante obedecendo apenas ao seu instinto amoroso. O amor \u00e9 um p\u00e1ssaro rebelde que n\u00e3o conhece regras, canta a fogosa mulher. Mas nem o enredo nem a m\u00fasica entusiasmaram os impiedosos cr\u00edticos. Tr\u00eas meses depois, Bizet adoeceu e morreu, infeliz e frustrado. S\u00f3 anos mais tarde \u00e9 que este compositor viu a sua obra reconhecida, at\u00e9 ao ponto de Carmen ser considerada a \u00f3pera mais popular da Hist\u00f3ria da M\u00fasica.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (1813-1901) | compositor italiano. Nasceu em Roncole a 10 de outubro de 1813, tendo falecido em Mil\u00e3o a 27 de janeiro de 1901.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Coro dos escravos hebreus<\/em>&#8220;, terceiro ato da \u00f3pera &#8220;Nabucco&#8221;, estreou a 9 de mar\u00e7o de 1842, no Teatro alla Scala de Mil\u00e3o [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AVHXiDyuZOY&amp;list=RDAVHXiDyuZOY&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Nabucco foi o primeiro grande sucesso do italiano Giuseppe Verdi como compositor de \u00f3pera. O enredo de inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica descreve a parte final do reinado de Nabucco, rei da Babil\u00f3nia, incluindo a saga da sua persegui\u00e7\u00e3o aos escravos hebreus. Acontece que em 1842, ano da estreia, o norte de It\u00e1lia estava sob ocupa\u00e7\u00e3o austr\u00edaca, e o p\u00fablico de Mil\u00e3o logo descobriu uma analogia entre o povo italiano e os escravos que, a meio do terceiro ato, sonham com a liberdade. Va pensiero, vai pensamento, nas tuas asas douradas e poisa l\u00e1 nas colinas da nossa doce p\u00e1tria. O coro, numa melodia solene e intensa, representa o ideal dos oprimidos, e Verdi, com esta \u00f3pera, passa a encarnar o sentimento nacionalista dos italianos. O sucesso de Nabucco foi apenas um de muitos outros que se seguiram. Verdi escreveu ao todo 25 \u00f3peras e ainda hoje \u00e9 admirado em It\u00e1lia n\u00e3o como um compositor erudito mas sim como um autor popular que captou com a sua m\u00fasica a ess\u00eancia de um povo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Peter Ilytch Tchaikovsky (1840-1893) | compositor russo nascido a 7 de maio de 1840 em Wotkinski e falecido em S\u00e3o Petersburgo a 6 de novembro de 1893.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Valsa das Flores<\/em>&#8220;, do ballet &#8220;O Quebra-Nozes&#8221;. Estreou no Teatro Mariinsky em S\u00e3o Petersburgo, capital da R\u00fassia Imperial, a 17 de dezembro de 1892. \u00c9 baseado no conto de Hoffmann, &#8220;O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos&#8221; [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=VUF9g9V-Ang&amp;list=RDVUF9g9V-Ang&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> H\u00e1 quem o considere o maior melodista da Hist\u00f3ria da M\u00fasica. E contudo morreu numa relativa solid\u00e3o, famoso mas alvo de intrigas que lhe atribu\u00edam um caso amoroso com outro homem ap\u00f3s um casamento falhado. Tchaikovsky chegou, por\u00e9m, a ser mimado pela alta sociedade. Foi de resto o primeiro compositor russo com proje\u00e7\u00e3o mundial. A sua capacidade para aproveitar os diferentes timbres de orquestra e o tal cond\u00e3o mel\u00f3dico geraram algumas das obras mais not\u00e1veis do per\u00edodo rom\u00e2ntico. Entre elas contam-se diversos bailados e entre estes destaca-se o Quebra-Nozes. A narrativa situa-nos numa noite de Natal m\u00e1gica em que os brinquedos ganham vida pr\u00f3pria: bonecas, fadas, guloseimas e soldadinhos, tudo entra em reboli\u00e7o aos olhos duma menina chamada Clara, cuja fantasia culmina nas m\u00e3os dum pr\u00edncipe, ambos dan\u00e7ando uma valsa rodeados de flores. M\u00fasica luminosa concebida por um compositor com tend\u00eancia para a depress\u00e3o e assumidamente infeliz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Richard Wagner (1813-1883) | compositor, maestro e ensa\u00edsta alem\u00e3o, nasceu em Leipzig a 22 de maio de 1813 e faleceu em Veneza a 13 de fevereiro de 1883.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>A Cavalga das Valqu\u00edrias<\/em>&#8220;, \u00e9 o in\u00edcio do ato III, a segunda das quatro \u00f3peras de Wagner que compreendem &#8220;O Anel dos Nibelungos&#8221; [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s2RiOhYpRFc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Wagner \u00e9 um dos tais compositores que influenciou o mundo das artes para l\u00e1 da m\u00fasica. O seu recurso a fantasias mitol\u00f3gicas precedeu, por exemplo, o Senhor dos An\u00e9is de Tolkien. A mais importante empreitada de Wagner foi o ciclo de quatro \u00f3peras intitulado \u201cO Anel do Nibelungo\u201d. Tal como em Tolkien, tamb\u00e9m aqui h\u00e1 um anel com poder para corromper os homens. O segundo cap\u00edtulo desta saga gira em torno de um her\u00f3i, Siegmund. As Valqu\u00edrias s\u00e3o cavaleiras mitol\u00f3gicas encarregues de escolher os mais bravos guerreiros em batalha. Depois de mortos, os her\u00f3is t\u00eam lugar reservado no Valhalla, uma esp\u00e9cie de para\u00edso no c\u00e9u. O terceiro ato desta \u00f3pera de Wagner abre pois com uma cavalgada das Valqu\u00edrias em busca do her\u00f3i Siegmund, acabado de morrer. E quando a hist\u00f3ria parece chegar finalmente ao fim, sabemos que Sieglinde, a amada de Siegmund, afinal est\u00e1 gr\u00e1vida. O filho chama-se Siegfried e d\u00e1 o t\u00edtulo \u00e0 \u00f3pera seguinte da monumental tetralogia de Wagner.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Ludwig van Beethoven (1770-1827) | compositor alem\u00e3o do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre o Classicismo e o Romantismo, nascido em Bona a 16 de dezembro de 1770 e falecido a 26 de mar\u00e7o de 1827 em Viena.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Sinfonia n.\u00ba 5 em D\u00f3 menor Op. 67&#8243;<\/em>, escrita entre 1804 e 1808, \u00e9 uma das composi\u00e7\u00f5es mais conhecidas em todo o repert\u00f3rio da M\u00fasica Erudita sendo tamb\u00e9m uma sinfonia muito executada hoje em dia [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=b-iy6xxuqgM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> A 5\u00aa Sinfonia de Beethoven \u00e9 uma das obras mais representativas de todo o per\u00edodo rom\u00e2ntico. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, na altura em que come\u00e7ou a ser escrita, em 1804, j\u00e1 o compositor estava surdo, acreditando que tinha por isso os dias contados como m\u00fasico. Talvez nenhuma outra obra represente t\u00e3o bem o universo de Beethoven: o contraste de emo\u00e7\u00f5es, euforia, depress\u00e3o, e sobretudo uma dose extra de energia. A vida pessoal de Beethoven n\u00e3o correu de fei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se realizou no amor apesar de in\u00fameras paix\u00f5es, e deu-se mal com a fam\u00edlia, nomeadamente com o sobrinho de quem foi tutor sem sucesso. O rapaz contrariava as normas de disciplina impostas pelo tio at\u00e9 chegarem ao confronto f\u00edsico. No meio desse turbilh\u00e3o, Beethoven refugiou-se na m\u00fasica. Interessava-lhe apenas o que pudesse ficar para o futuro, longe da vida comezinha. E conseguiu-o, com o seu cond\u00e3o para revolver ideias feitas, abrindo caminho \u00e0 magn\u00edfica express\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es humanas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Richard Georg Strauss (1864-1949) | compositor alem\u00e3o, nasceu em Munique a 11 de junho de 1864 e faleceu em Garmish-Partenkirchen a 8 de setembro de 1949.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Zarathustra&#8221;<\/em>, este poema sinf\u00f3nico foi composto no ano de 1896, inspirado num tratado filos\u00f3fico de Nietzsche [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M-2ed2hY6Ck&amp;list=RDM-2ed2hY6Ck&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Apesar da sua tend\u00eancia modernista como compositor, a verdade \u00e9 que Richard Strauss era conservador e tinha, como alem\u00e3o, um fervor patri\u00f3tico que, mais tarde, seduziu inclusivamente o regime nazi. Muitas das suas obras, com grande pendor mel\u00f3dico e estilo empolgante, revelam um brio que se parece com um manifesto. Assim acontece com Zarathustra, um poema sinf\u00f3nico em homenagem a outra figura da cultura alem\u00e3, Friedrich Nietzsche. Para este fil\u00f3sofo, o mundo n\u00e3o \u00e9 para fracos. Os povos t\u00eam que evoluir at\u00e9 se autodeterminarem. A for\u00e7a est\u00e1 naqueles que definem claramente os seus prop\u00f3sitos e t\u00eam a coragem de os defender, sob pena de passarem \u00e0 hist\u00f3ria. O pendor \u00e9pico da mensagem agradou aos esp\u00edritos mais nacionalistas, sobretudo numa Europa com fronteiras ainda inst\u00e1veis. Recorrendo a um grande efetivo orquestral refor\u00e7ado com o brilho dos metais, Strauss soube encarnar essa mensagem, empolgando audit\u00f3rios inteiros com a sua m\u00fasica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Johann Strauss II (1825-1899) | grande compositor austr\u00edaco da \u00e9poca rom\u00e2ntica, conhecido pelas suas belas valsas, nasceu em Viena a 25 de outubro de 1825 e faleceu na mesma cidade a 3 de junho de 1899.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Dan\u00fabio Azul &#8211; Op. 314&#8243;<\/em>, \u00e9 uma valsa que estreou no Wiener M\u00e4nnergesangsverein, em 13 de fevereiro de 1867. Fala-nos da beleza do rio Dan\u00fabio que atravessa v\u00e1rios pa\u00edses europeus, das suas margens&nbsp; e suas paisagens [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IDaJ7rFg66A&amp;list=RDIDaJ7rFg66A&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> A palavra \u201cvalsa\u201d \u00e9 de origem alem\u00e3. \u201cWalzen\u201d significa rodopiar, uma dan\u00e7a que inspirou compositores como Schubert, Chopin ou mais ainda o austr\u00edaco Johann Strauss filho (o pai tamb\u00e9m se distinguiu na m\u00fasica). O compositor inspirou-se num poema dedicado ao Rio Dan\u00fabio, n\u00e3o no segmento que atravessa Viena mas sim num tro\u00e7o junto a Baja na Hungria. A primeira vers\u00e3o cantada foi por\u00e9m adotada desde logo pelos vienenses. N\u00e3o \u00e9 que a sua estreia em 1867 tenha sido muito auspiciosa. O tempo contudo encarregou-se de tornar esta valsa numa esp\u00e9cie de hino oficioso da \u00c1ustria. Na noite de ano novo, todos os canais da r\u00e1dio p\u00fablica austr\u00edaca transmitem tradicionalmente esta m\u00fasica ap\u00f3s as doze badaladas. \u00c0s 9 da manh\u00e3 do dia 1 de Janeiro h\u00e1 o Concerto de Ano Novo na principal sala de Viena e o Dan\u00fabio Azul soa uma vez mais. Strauss comp\u00f4s outras pe\u00e7as populares, mas nenhuma apela tanto ao sentimento como esta que muitos consideram a rainha de todas as valsas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Niccol\u00f2 Paganini (1782-1840) | compositor e violinista italiano nascido em G\u00e9nova a 27 de outubro de 1872 e falecido em Nice a 27 de maio de 1840.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Caprice em L\u00e1 menor, Op. 1 No. 24&#8243;<\/em>, pe\u00e7a de excecional dificuldade, para solo de violino, cuja exig\u00eancia \u00e9 tal que, durante muito tempo, foi considerada imposs\u00edvel de tocar, exceto pelo pr\u00f3prio Paganini [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ts3Nu9Dum98&amp;list=RDts3Nu9Dum98&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Niccol\u00f2 Paganini foi, como violinista, talvez a primeira grande estrela global do mundo da m\u00fasica. No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX os seus recitais, em qualquer ponto da Europa, eram anunciados com grande anteced\u00eancia e os bilhetes, car\u00edssimos, esgotavam rapidamente. O p\u00fablico sabia que ia assistir a uma extraordin\u00e1ria demonstra\u00e7\u00e3o de virtuosismo, com pe\u00e7as incrivelmente dif\u00edceis de executar implicando malabarismos nunca vistos nas m\u00e3os dum violinista. Alguns relatos referem que Paganini revirava os olhos durante os seus recitais, levando o instrumento ao limite, por vezes partindo as cordas uma a uma, e contorcendo-se de tal maneira que parecia possu\u00eddo pelo Diabo. Um concerto assim era de facto imperd\u00edvel, e o repert\u00f3rio que Paganini criou para esse efeito passou a estabelecer uma nova fasquia na arte de tocar violino. \u00c9 o caso dos seus 24 caprichos, dos quais o \u00faltimo se tornou s\u00edmbolo do infind\u00e1vel rol de t\u00e9cnicas atribu\u00edveis a um violino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>Autor:<\/strong> Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) | compositor franc\u00eas nascido em Paris.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\"><strong>M\u00fasica selecionada:<\/strong> &#8220;<em>Te Deum&#8221;<\/em>, escrito em 1690, foi adotado pela Eurovis\u00e3o como seu hino [<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=I3LIlzPtsmw&amp;list=RDI3LIlzPtsmw&amp;start_radio=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceder<\/a>].<br \/>\n<strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> Charpentier foi o principal impulsionador de m\u00fasica sacra do per\u00edodo barroco em Fran\u00e7a. O compositor aprofundou o gosto pela m\u00fasica religiosa durante um est\u00e1gio de tr\u00eas anos em Roma. No regresso a Paris foi contratado pela Duquesa de Guise, prima do Rei Lu\u00eds XIV. A mecenas concedeu-lhe toda a liberdade para compor o que entendesse. Charpentier aproveitou para abordar v\u00e1rios g\u00e9neros: \u00f3pera, bailado, e at\u00e9 m\u00fasica para teatro, em parceria com o famoso Moli\u00e8re. Por vezes entreteve-se at\u00e9 a conceber can\u00e7\u00f5es algo picantes para a \u00e9poca, uma delas intitulada \u201cAupr\u00e9s du feu l\u2019on fait l\u2019amour\u201d, fazemos amor ao p\u00e9 da lareira. A vida de Charpentier, por\u00e9m, foi socialmente discreta. Al\u00e9m de n\u00e3o ter casado, tornou-se conhecido pela sua vida algo espartana e solit\u00e1ria. Ap\u00f3s a morte da duquesa, Charpentier passou a trabalhar para os jesu\u00edtas, altura em que refor\u00e7ou o afinco \u00e0 m\u00fasica sacra, compondo nomeadamente o Te Deum, um grandioso hino de louvor a Deus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">[<a href=\"#A0\">para cima<\/a>]<\/span><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">Coment\u00e1rios de Jo\u00e3o Almeida<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Playlist 1 &#8211; Hist\u00f3rias Improv\u00e1veis no Mundo da M\u00fasica | guia comentado de audi\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Almeida Autor: Johann Sebastian Bach (1685-1750) | compositor alem\u00e3o nascido em Eisenach a 31 de mar\u00e7o de&nbsp; &nbsp;1685 e falecido em Leipzig a 28 de julho de 1750. M\u00fasica selecionada: &#8220;La Badinerie&#8221; da Su\u00edte Orquestral N.\u00ba 2 para flauta &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/playlists\/\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;playlists&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1822","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1822"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2013,"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1822\/revisions\/2013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.semente-de-letras.pt\/website\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}