SEMENTE DE LETRAS  

a semear letras no mundo das palavras

ARTIGO 

a semear letras no mundo das palavras

A importância de começar... 

A folha em branco não é um vazio, é uma promessa. Nela cabem todos os caminhos, todas as cores e todas as histórias que ainda não encontraram voz. É natural receá-la... a sua imensidão confronta-nos com a dúvida, com a possibilidade do erro e com a exigência da perfeição. Mas nenhuma obra nasce perfeita. Nasce, apenas. Começar é o gesto mais importante da criação. A primeira palavra rompe o silêncio...

O primeiro traço transforma o branco em horizonte. A partir desse instante, a imaginação deixa de ser um sonho e passa a ser matéria viva. Escrever e ilustrar são atos de coragem. Não exigem certezas, exigem apenas a vontade de dar o primeiro passo. Porque toda a grande obra começou exatamente assim, com uma folha em branco e alguém que decidiu preenchê-la com um pouco de si.

IDEIAS

Escrever uma história começa numa pergunta, numa imagem ou num pequeno detalhe que insiste em permanecer na nossa mente. 

Eis algumas formas eficazes e criativas de dar o primeiro passo. Comece com uma pergunta. E se uma porta conduzisse a um lugar onde o tempo não existisse? Comece por uma personagem. Descubra quem é, o que deseja e aquilo que mais teme. Comece por uma imagem. Imagine uma rua envolta em nevoeiro, um farol abandonado ou um velho relógio parado há cem anos. Comece pelo conflito. No instante em que algo muda, a história ganha vida. Comece pelo fim. Escreva o desfecho e depois descubra o caminho que levou até ele. 

Comece por um lugar. Uma floresta, uma cidade esquecida, um castelo em ruínas ou um planeta distante podem tornar-se o verdadeiro protagonista. Comece com um objeto. Uma chave enferrujada, um mapa rasgado, uma carta sem remetente ou um caderno antigo podem abrir infinitas possibilidades. Comece por uma emoção. Alegria, medo, saudade, esperança ou culpa podem conduzir toda a narrativa. Comece com uma frase inesperada. Na manhã em que o Sol não nasceu, ninguém percebeu imediatamente o que tinha acontecido. Comece a escrever, mesmo sem saber para onde vai. Muitas histórias revelam o seu caminho apenas depois das primeiras páginas. Por vezes, o maior obstáculo é acreditar que é preciso ter a história toda na cabeça antes de começar. Não é. Basta uma centelha. 

O resto descobre-se ao longo do caminho, palavra após palavra, como quem acende uma lanterna numa noite escura. A história não espera por quem sabe tudo. Espera apenas por quem tem a coragem de dar o primeiro passo. Para criar os personagens utilize os arquétipos de Carl Jung. Pode também ajudar a construir uma história a utilização de uma planificação. Tudo são ferramentas válidas para concretizar aquilo que pretende. Para saber mais aceda AQUI.

No próximo número desta newsletter vamos começar uma pequena história... 

 

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